
Sem Saúde
Gabriel O Pensador
Crítica social e ironia em "Sem Saúde" expõem o caos público
Em "Sem Saúde", Gabriel O Pensador usa a ironia para denunciar o caos do sistema de saúde brasileiro. Logo no início, a música inverte os papéis entre paciente e médico, mostrando que ambos são vítimas de um sistema precário. Situações absurdas, como o médico que "esquece da anestesia" ou o paciente que exige "pelo menos um veterinário", escancaram o descaso e a falta de recursos. Gabriel se inspira em experiências reais, como filas intermináveis e a mercantilização da saúde, evidenciadas em versos como: "A consulta custa cem / Ai, meu Deus, eu tô sem dinheiro" e "Eu exijo pelo menos um veterinário".
A crítica social é direta e atinge tanto a população pobre, que sofre com a falta de acesso, quanto os profissionais de saúde, que "ganham menos que um camelô" e trabalham exaustos. Gabriel ironiza a negligência médica e a impunidade, como em "O bisturi eu escondi muito bem / Esqueci na barriga de alguém", e denuncia a corrupção e a falta de responsabilidade das autoridades: "Eles sempre dão a mesma desculpa esfarrapada / A saúde pública está sem verba". O tom satírico amplifica o absurdo, mas a mensagem é séria: a saúde pública é tratada como mercadoria, e a população, especialmente a mais pobre, é deixada à própria sorte. No final, Gabriel conecta a crise da saúde a outros problemas sociais, como segurança, transporte e educação, mostrando que a precariedade é sistêmica e afeta toda a sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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