
Abalando
Gabriel O Pensador
Resistência e mobilização social em “Abalando” de Gabriel O Pensador
Em “Abalando”, Gabriel O Pensador transforma sua experiência pessoal de censura em um manifesto coletivo contra a repressão e a desigualdade no Brasil. Logo no início, ele ironiza a perseguição sofrida após lançar “Tô Feliz (Matei o Presidente)”, deixando claro que a censura não é apenas um problema individual, mas um reflexo de traços autoritários ainda presentes no país: “Eu fiz 'Hoje eu tô feliz' e fiquei triste / Pois já não posso mais nem sair em paz”. O uso de samples de músicas como “Cálice” e “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores” reforça a conexão com a história da repressão política brasileira, mostrando que a censura dos anos 90 dialoga diretamente com a vivida durante a ditadura militar.
Gabriel amplia sua crítica ao mostrar que a censura atinge não só artistas, mas também a população em geral, especialmente os mais pobres: “Pior do que acordar calado é acordar sem o pão”. Ao brincar com a ideia de que até alimentos básicos são “censurados” na mesa dos mais necessitados, ele denuncia a desigualdade social e a omissão do Estado. A referência à “geração cara pintada” e o chamado à união de diferentes grupos – “Caras pretas, coroas, pessoas, malucos e caretas” – transforma a música em um convite à mobilização popular. O refrão “Nós Temos o poder de abalar...” reforça a mensagem de esperança e resistência, fazendo de “Abalando” um hino de transformação coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gabriel O Pensador e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: