
Cacimba de Mágoa (part. Falamansa)
Gabriel O Pensador
Tragédia e resistência em "Cacimba de Mágoa (part. Falamansa)"
"Cacimba de Mágoa (part. Falamansa)", de Gabriel O Pensador, aborda o desastre ambiental de Mariana, ocorrido em 2015, usando imagens fortes como "o sertão virando mar e o mar virando lama" para mostrar a dimensão da tragédia. O verso "gosto amargo do Rio Doce / de Regência a Mariana" destaca o impacto direto do rompimento da barragem sobre o rio e as comunidades ribeirinhas, evidenciando tanto a destruição ambiental quanto o sofrimento humano. A letra cita nomes de vítimas e moradores, dando rosto às pessoas afetadas e contrapondo a indiferença de quem observa de longe – "parece que essas pessoas não têm valor" – à dignidade e resistência dos que perderam tudo, mas continuam lutando.
O refrão "quem nunca viu a sorte pensa que ela não vem / e enche a cacimba de mágoa" fala sobre esperança e resiliência diante da dor e do descaso. A cacimba, normalmente um poço de água, aqui representa o acúmulo de sofrimento, mas também a possibilidade de transformação: "transforma lágrima em água". A música denuncia o ciclo de negligência e exploração ambiental – "como se faz desde sempre na Amazônia / nas nossas praias e rios impunemente" – e critica o falso progresso que destrói vidas e a natureza. Apesar disso, termina com uma mensagem de resistência e esperança, sugerindo que, mesmo na lama, pode nascer a flor, e que a força coletiva pode transformar a dor em luta por justiça e reconstrução.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gabriel O Pensador e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: