
Hotel das Estrelas
Gal Costa
Memória e solidão em “Hotel das Estrelas” de Gal Costa
Em “Hotel das Estrelas”, Gal Costa interpreta uma letra marcada pela repetição da frase “Mas isso faz muito tempo”, que funciona como um distanciamento emocional. Essa repetição sugere que as dores e traumas relatados ainda persistem, mesmo quando se tenta relegá-los ao passado. O trecho “Sobre um pátio abandonado / Profetas nos corredores / Mortos embaixo da escada” ganha um significado mais profundo quando relacionado ao contexto da ditadura militar no Brasil. Muitos interpretam esses versos como uma referência velada aos locais de tortura e assassinato do período, escondidos sob imagens poéticas e aparentemente abstratas.
A música também constrói uma atmosfera de solidão e introspecção, como se vê em “Dessa janela sozinha / Olhar a cidade me acalma”. Aqui, a cidade observada à distância serve de consolo para quem se sente isolado. Já a “estrela vulgar a vagar” pode simbolizar tanto a sensação de insignificância quanto a busca por sentido em meio ao caos. O verso “No fundo do peito esse fruto / Apodrecendo a cada dentada” reforça a ideia de uma dor interna, persistente, que se agrava com o tempo. Assim, “Hotel das Estrelas” equilibra uma denúncia sutil do contexto político opressor com a expressão universal de melancolia e vulnerabilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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