
Pulsars e Quasars
Gal Costa
Distância e saudade em "Pulsars e Quasars" de Gal Costa
Em "Pulsars e Quasars", Gal Costa utiliza fenômenos astronômicos para expressar a distância e a saudade sentidas durante o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil na ditadura militar. O verso “Dos sóis, Cá e Gil me mandem notícias logo” é um pedido direto de contato aos amigos, mostrando como a repressão política dificultava a comunicação. Termos como “pulsars” e “quasars” — objetos do universo que emitem sinais distantes — reforçam a sensação de isolamento e a esperança de receber notícias, mesmo que de forma indireta ou cifrada.
A letra explora a tensão entre ruído e significado, como em “Os ruídos terão sentidos e teus sentidos perdidos”, sugerindo que, apesar da confusão e da distância, existe uma busca constante por conexão. A repetição de “sem voz” e “os novos seres seguem, mas sem voz” faz referência à censura e à perda da liberdade de expressão, características marcantes do Brasil no final dos anos 1960. O experimentalismo sonoro e as imagens do universo ampliam o sentimento de solidão, mas também apontam para a esperança de reencontro, seja por sinais cósmicos ou pelos “raios da TV”, um dos poucos meios de contato disponíveis na época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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