
Milho Verde
Gal Costa
Desejo e liberdade rural em “Milho Verde” de Gal Costa
Em “Milho Verde”, Gal Costa resgata uma canção tradicional do folclore português e transforma a repetição do termo “milho verde” em um símbolo de fertilidade, abundância e desejo. O cenário rural, presente em versos como “A sombra do milho verde / Ah, namorei uma cachopa” e “Ah, namorei uma casada”, serve de pano de fundo para encontros amorosos discretos, misturando inocência e ousadia. Esses trechos refletem o duplo sentido típico da tradição oral portuguesa, onde o campo é espaço de liberdade, segredos e pequenas transgressões.
A interpretação de Gal Costa, lançada no álbum “Índia” durante a ditadura militar, adiciona novas camadas à música ao incorporar elementos africanos e uma sonoridade sensual, alinhando-se ao clima provocativo do disco. O contexto histórico reforça a leitura do “milho verde” como metáfora de resistência, renovação e desejo de liberdade, especialmente ao lembrar que a música também foi gravada por Zeca Afonso, importante figura da resistência em Portugal. As “mondadeiras do meu milho” evocam o trabalho coletivo feminino, mas também sugerem cumplicidade e partilha de experiências. Já o verso “não olha para o caminho / que a merenda já lá vem” destaca a importância de aproveitar o presente e valorizar pequenos prazeres, mesmo diante de repressão ou julgamento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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