
Bahia, Minha Preta
Gal Costa
Orgulho e resistência cultural em “Bahia, Minha Preta”
“Bahia, Minha Preta”, composta por Caetano Veloso e interpretada por Gal Costa, é uma resposta direta às críticas que a Axé Music e a cultura baiana enfrentaram nos anos 80 e 90. A música exalta a Bahia como “rainha do Atlântico Sul” e “fonte mítica encantada”, destacando sua importância cultural e espiritual. Ao afirmar “expande teu axé, não esconde nada”, a letra incentiva a valorização e a divulgação do axé e do talento baiano, defendendo o reconhecimento nacional e internacional desse movimento.
A canção faz referências marcantes ao candomblé, citando figuras como Mãe Menininha do Gantois e Opô Afonjá, o que reforça a ligação entre identidade, ancestralidade e resistência. Trechos como “comprar o equipamento e saber usar / vender o talento e saber cobrar, lucrar” mostram a necessidade de profissionalizar e valorizar o trabalho dos artistas locais, combatendo a visão de que a cultura baiana é inferior ou “vulgar”. O tom da música é de celebração e orgulho, convidando a Bahia a mostrar ao mundo sua alegria, força e originalidade, como em “teu grito de alegria ecoa longe, tempo e espaço” e “o que está escondido no fundo emergirá”. Assim, a música se consolida como um manifesto de afirmação da identidade baiana, celebrando suas raízes e projetando seu futuro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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