
Saia do Caminho
Gal Costa
Rompimento e autonomia feminina em “Saia do Caminho”
“Saia do Caminho”, interpretada por Gal Costa e composta por Custódio Mesquita e Evaldo Rui em 1946, aborda a recusa em aceitar migalhas emocionais e a busca por autonomia após o fim de um relacionamento. A protagonista da letra deixa claro que, mesmo sem posses materiais — “Nada tenho de meu / Mas prefiro viver sozinha” —, prefere a dignidade de seguir sozinha a manter laços com alguém que não valoriza seus sentimentos. O pedido para que o ex-companheiro leve “seus trapinhos” simboliza o desejo de afastar não apenas objetos, mas também lembranças e vínculos afetivos que perderam o sentido.
O trecho “Tinha até um projeto / No futuro, um dia / O nosso mesmo teto / Mais uma vida abrigaria” revela sonhos frustrados de construir uma família, evidenciando a dor da desilusão amorosa. Ao afirmar “Nosso amor já morreu / E a saudade se existe é minha”, a personagem assume o fim do relacionamento e reivindica o direito de sentir e superar a perda. A acusação direta “você francamente, decididamente / Não tem coração” marca o rompimento definitivo, atribuindo ao outro a responsabilidade pela frieza e pelo término. A regravação de Gal Costa em 1974 reforça o tom de libertação e coragem, transformando a canção em um símbolo de autoafirmação diante do sofrimento amoroso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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