
Quixabeira
Gal Costa
Resistência e afeto no sertão em “Quixabeira” de Gal Costa
Em “Quixabeira”, Gal Costa utiliza a árvore típica da Caatinga como símbolo de resistência, adaptação e conexão com as raízes do sertão nordestino. O verso “Passei pela quixabeira / Mané me deu uma carreira / Que até hoje corria” brinca com uma situação cotidiana do sertão, mas também destaca a importância da quixabeira, conhecida por sobreviver em ambientes áridos e fornecer sustento durante as secas. Essa referência à natureza reforça o sentimento de pertencimento e valorização da cultura regional, algo que Carlinhos Brown e os Doces Bárbaros também buscaram ao incluir a canção no álbum “Alfagamabetizado”.
A música traz uma atmosfera leve e afetiva, especialmente nos versos “Dinheiro eu não tenho, benzinho / Mas carinho eu sei fazer até demais”, onde o afeto é colocado acima das posses materiais, valorizando o essencial nas relações humanas. O refrão “Tu não faz como o passarinho / Que fez o ninho e avoou / Mas eu fiquei sozinho / Sem teu carinho / Sem teu amor” usa a imagem do passarinho para falar de abandono e saudade, transmitindo a dor de quem espera por um amor que partiu. Além disso, as menções a cidades como Barreiras e Santo Amaro reforçam o vínculo com o interior da Bahia, celebrando a cultura local e criando uma sensação de comunidade e pertencimento por meio do samba santamarense e das referências geográficas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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