Exibições da letra 339

A Morte

Gal Costa

A solidão soberana da morte em “A Morte” de Gal Costa

Em “A Morte”, Gal Costa apresenta a morte como uma figura autônoma e inatingível, descrita como uma "rainha que reina sozinha". Essa imagem destaca a independência total da morte em relação aos sentimentos ou vontades humanas. A letra reforça que a morte não depende de convite, aviso ou preparação: "não precisa do nosso chamado / recado / medo / pra chegar". Isso evidencia sua inevitabilidade e o fato de que ela age sem se importar com o desejo ou prontidão das pessoas.

A canção também ressalta a imprevisibilidade do fim, como no trecho "súbito colapso / pode ser a forma da morte chegar", mostrando que a morte pode acontecer de maneira inesperada. Ao comparar a morte com outras rainhas, "ociosas, oh, sim / as rainhas são quase sempre prontas / ao chamado dos súditos", a letra sublinha que, ao contrário dessas figuras de poder que dependem de seus súditos, a morte é única por sua independência. Gravada durante a fase pós-Tropicália de Gal Costa, a música se destaca por abordar um tema tabu de forma direta e sem rodeios, rejeitando eufemismos ou consolos. A mensagem central é clara: a morte é soberana, autossuficiente e inevitável, e a música propõe uma aceitação lúcida dessa realidade, sem medo ou ilusões de controle.

Composição: Gilberto Gil. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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