Sixteen Tons
Geoff Castellucci
A luta e a dignidade dos mineiros em “Sixteen Tons”
Em “Sixteen Tons”, Geoff Castellucci interpreta uma letra que retrata de forma direta a dura realidade dos mineiros de carvão. O verso repetido “I owe my soul to the company store” (Devo minha alma à loja da companhia) destaca não só a exploração econômica, mas também um sentimento de aprisionamento profundo, onde o trabalhador sente que nem mesmo a morte pode libertá-lo das dívidas. A referência a Saint Peter, guardião das portas do céu, reforça essa ideia: o personagem não pode sequer pensar em salvação espiritual, pois está preso às obrigações impostas pela empresa.
A música expõe a rotina exaustiva dos mineiros, que carregam toneladas de carvão todos os dias apenas para se endividar ainda mais. O pagamento em “scrip” — uma moeda própria da empresa, usada para forçar os trabalhadores a comprar apenas na loja da companhia — é simbolizado pela frase sobre dever a alma à loja, mostrando como o sistema mantinha os funcionários dependentes e sem liberdade. O tom resignado aparece em versos como “Another day older and deeper in debt” (Mais um dia mais velho e mais endividado), transmitindo a sensação de que o esforço físico não traz progresso, apenas mais obrigações. Ao mesmo tempo, versos como “One fist of iron, and the other of steel” (Um punho de ferro e o outro de aço) sugerem que, apesar da opressão, há orgulho e resistência, aspectos que Castellucci destaca em sua interpretação, evidenciando tanto a dureza quanto a dignidade desses trabalhadores.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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