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Sans la nommer

Georges Moustaki

A luta e o desejo de liberdade em “Sans la nommer”

Em “Sans la nommer”, Georges Moustaki transforma a ideia da "révolution permanente" em uma figura feminina, retratada como uma mulher amada, mas também infiel e perseguida. Essa escolha dá um tom sensível e, ao mesmo tempo, politicamente engajado à música. Ao longo da letra, essa mulher simboliza a luta constante contra a opressão: ela é espancada, perseguida e traída, mas nunca se rende. O refrão reforça essa dualidade, mostrando que ela é tanto vítima da repressão quanto fonte de inspiração e esperança para quem busca liberdade. Assim, Moustaki mostra como a ideia revolucionária é alvo de ataques, mas também serve como motor de esperança coletiva.

O contexto histórico da canção, ligada aos movimentos de extrema-esquerda e anarquistas dos anos 1970, reforça o simbolismo da "révolution permanente" como algo que não pode ser nomeado diretamente, mas que está sempre presente e viva. Moustaki usa imagens como “jolie fleur du mois de mai” (bela flor do mês de maio) e “fruit sauvage” (fruto selvagem) para associar a revolução à beleza, espontaneidade e força da natureza. No final, ao revelar explicitamente o nome da figura, o artista conecta a narrativa à teoria de Trotsky, deixando claro que a resistência e o desejo de transformação social são eternos e universais.

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O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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