
Batuque de Pirapora
Geraldo Filme
Racismo e resistência cultural em "Batuque de Pirapora"
Em "Batuque de Pirapora", Geraldo Filme expõe de forma clara o racismo estrutural presente até mesmo em ambientes religiosos. O verso “Menino preto não sai / Aqui nessa procissão” retrata uma experiência real do próprio compositor, que foi impedido de participar de uma procissão por ser negro. Esse episódio marca um ponto de virada na narrativa: diante da exclusão, a mãe de Geraldo Filme toma uma atitude decisiva e o leva ao barracão, espaço tradicional de celebração e resistência da comunidade negra.
No barracão, a atmosfera se transforma. A dor da rejeição dá lugar à alegria coletiva e à afirmação cultural. A repetição dos versos “Lá no barraco / Tudo era alegria / Nego batia na zabumba / E o boi gemia” destaca a importância do batuque e do samba como símbolos de identidade e pertencimento. As menções a figuras como Fredericão, Eunice e Dona Olímpia, além das referências a diferentes estilos de samba (Piracicaba, Tietê, campineiro), mostram a riqueza e diversidade das tradições afro-brasileiras celebradas nesses encontros. Assim, a música vai além do relato pessoal e valoriza a capacidade da cultura negra de transformar a adversidade em festa, resistência e orgulho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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