
Tiririca
Geraldo Filme
Memória e resistência negra em “Tiririca” de Geraldo Filme
A música “Tiririca”, de Geraldo Filme, resgata a tradição das rodas de tiririca, uma variação paulista da capoeira conhecida também como pernada, que era praticada por jovens negros na Barra Funda, em São Paulo. O verso “É tumba! moleque, Tumba!” faz referência ao grito típico dessas rodas, marcando o momento do golpe ou da queda, enquanto “Tiririca, faca de ponta, Capoeira vai te pegar” reforça o clima de desafio, habilidade e tensão presentes nessas práticas. A menção à “faca de ponta” sugere o ambiente perigoso e a necessidade de destreza para garantir respeito e proteção dentro da comunidade.
A letra também cita “Dona Rita do tabuleiro”, uma referência às mulheres que vendiam quitutes e acompanhavam de perto a vida do bairro, atuando como figuras centrais e guardiãs da cultura local. O trecho “Abra a roda minha gente / O batuque é diferente” destaca a singularidade dessa manifestação cultural, que mistura samba, capoeira e batuque, e reforça o papel do samba como espaço de celebração, resistência e afirmação da identidade negra. Dessa forma, “Tiririca” não apenas homenageia uma tradição quase esquecida, mas também valoriza a memória coletiva e as raízes afro-brasileiras presentes em São Paulo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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