
Não Grude Não
Gilberto Gil
Liberdade e humor nas relações em “Não Grude Não”
Em “Não Grude Não”, Gilberto Gil utiliza repetidamente o verso “Não grude não” para expressar, de forma bem-humorada, o incômodo com pessoas que se aproximam demais e não respeitam o espaço alheio. Ele compara esse comportamento a um “carrapicho de jardim” e a um “carrapato chato assim”, usando imagens do cotidiano nordestino para ilustrar a sensação de sufocamento nas relações. O tom leve e as expressões regionais, como “escafeder” (fugir, desaparecer) e “sodade” (saudade), reforçam a atmosfera cultural da música e remetem ao forró tradicional, homenageando Luiz Gonzaga e a musicalidade do Nordeste.
A inspiração no bordão do filme “O Homem que Desafiou o Diabo” aparece na recusa divertida ao “grude”, transformando o refrão em um símbolo de autonomia. Gil deixa claro que não se trata de rejeição à pessoa, mas sim à cobrança de compromisso e à invasão do espaço pessoal, como mostra o verso “Não quero evitar você, mas jurar amor não vou”. Ao afirmar “quem se escafede não fede, quem se escafede não pede, da liberdade não cede nem um tantin”, ele valoriza a importância de saber se afastar para preservar a própria essência e evitar desgastes. Assim, a música mistura humor, cultura popular e um recado direto sobre a necessidade de respeitar a liberdade do outro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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