
Qui Nem Jiló
Gilberto Gil
A saudade e o sabor nordestino em “Qui Nem Jiló”
Em “Qui Nem Jiló”, Gilberto Gil utiliza o jiló, um alimento típico do Nordeste conhecido pelo sabor amargo, como metáfora para a saudade e o sofrimento amoroso. Ao afirmar que a saudade "amarga que nem jiló", a letra transforma um sentimento abstrato em algo concreto e cotidiano, facilitando a identificação do ouvinte com a dor de um amor perdido.
A canção diferencia dois tipos de saudade: a que surge ao lembrar de um amor passado, que pode ser reconfortante ao mostrar que a pessoa foi feliz sem perceber, e a saudade dolorida, marcada pelo desejo de reencontrar alguém querido. Essa última é expressa nos versos “Eu tiro isso por mim / Que vivo doido a sofrer / Ai quem me dera voltar / Pros braços do meu xodó”, evidenciando o sofrimento intenso. O uso de expressões regionais como “inté” e “intonce” aproxima o ouvinte da cultura nordestina e do universo do baião, gênero que Gilberto Gil homenageia ao interpretar a obra de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Apesar da amargura, a música aponta para a superação: “Saudade, o meu remédio é cantar”, mostrando que a arte e a música podem aliviar a dor, mesmo sem ignorar o sofrimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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