
Fé Na Festa
Gilberto Gil
Tradição e renovação nordestina em “Fé Na Festa”
“Fé Na Festa”, de Gilberto Gil, aborda de forma leve e bem-humorada o encontro entre tradição e modernidade nas festas juninas do sertão. A música narra a ida de um casal à festa, trocando o transporte tradicional – a jega ou jumenta – por uma lambreta, uma moto simples que simboliza a chegada de novos tempos. Gilberto Gil, em entrevistas, destacou que essa troca não é apenas um detalhe engraçado, mas representa as mudanças nos costumes nordestinos, sem perder a essência da celebração. O verso “Calma que a nossa lambreta / Jumenta porreta, já anda espoleta demais” brinca com essa fusão, tratando a moto como se fosse um animal de carga, reforçando o tom descontraído da canção.
A letra valoriza a importância das festas juninas para a cultura do Nordeste, algo que Gilberto Gil sempre considerou mais significativo do que o próprio Carnaval. Elementos como “um frasquinho de água benta / do santinho amado por nós” mostram a mistura de religiosidade e alegria popular, características marcantes dessas festas. O refrão “Festa, festa na fé / Fé, fé na festa” resume a união entre devoção e celebração, sugerindo que a fé está tanto nos santos quanto na própria capacidade de festejar. Ao homenagear o forró, o baião e Luiz Gonzaga, Gilberto Gil reafirma sua ligação com as raízes musicais nordestinas, transformando “Fé Na Festa” em uma celebração da identidade regional e da alegria de viver.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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