
Cultura e Civilização
Gilberto Gil
Tradição e resistência em "Cultura e Civilização" de Gilberto Gil
Em "Cultura e Civilização", Gilberto Gil questiona a ideia de que cultura e civilização são sempre positivas, adotando um tom irônico ao dizer: "elas que se danem / ou não". Com isso, ele critica a imposição de padrões culturais e civilizatórios que acabam desvalorizando tradições regionais, principalmente as baianas. Gil destaca elementos como o licor de jenipapo, as festas de São João, o cabelo natural e o coentro na comida para valorizar as particularidades culturais diante da pressão da modernidade e da globalização, que tendem a homogeneizar costumes.
A menção à "barriga de claudina / uma velha baiana / cem por cento" representa um retorno às origens e à autenticidade, reforçando a importância de manter vivas as raízes locais. O verso "minha vida na mão" expressa o desejo de autonomia e resistência frente à padronização cultural. O contexto do tropicalismo, movimento do qual Gil fazia parte, aparece na defesa de uma integração crítica de influências estrangeiras, sem perder a essência brasileira. Além disso, a possível referência ao "mal-estar" freudiano, sugerida pela presença de Eros na capa do álbum, amplia a crítica: a civilização pode causar desconforto ao tentar suprimir desejos e identidades, enquanto Gil defende o direito de viver de acordo com suas próprias raízes e escolhas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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