
Balafon
Gilberto Gil
A celebração da ancestralidade em "Balafon" de Gilberto Gil
Em "Balafon", Gilberto Gil destaca a influência africana na música brasileira, usando o instrumento balafon como símbolo dessa conexão. Ele mostra como um mesmo instrumento pode ter diferentes nomes e significados em cada região, como nos versos: “Em cada lugar tem o nome deve ser outro, qualquer no Camerum” e “Isso que a gente chama marimba tem na África, todo mesmo som”. Gil enfatiza a riqueza das tradições africanas e a diversidade de identidades que coexistem em um único objeto musical. O balafon, que Gil recebeu como presente na Nigéria, representa esse elo entre culturas e reforça a ideia de que a música é uma linguagem universal, mesmo quando os nomes mudam de lugar para lugar.
A canção tem um clima leve e brincalhão, marcado por repetições e jogos de palavras como “Marim-bajé, Iré-xiré, Balafonjá, Orim-axé”. Esses termos evocam sons e expressões que remetem tanto à musicalidade africana quanto à herança afro-brasileira, sugerindo uma reinvenção constante da tradição. No final, ao cantar “Eu querer muqueca com pimenta”, Gil insere um elemento típico da culinária baiana, aproximando ainda mais as culturas africana e brasileira. Assim, "Balafon" é uma homenagem à ancestralidade e à criatividade, celebrando a mistura cultural que é marca registrada da obra de Gilberto Gil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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