
Chororô
Gilberto Gil
Reflexão sobre emoções e autenticidade em “Chororô”
Em “Chororô”, Gilberto Gil explora as diferentes formas de expressar o sofrimento, usando a metáfora da água para ilustrar o risco de se perder nas próprias emoções. No verso “quando o choro de quem chora / não é choro, é chororô”, Gil diferencia o lamento verdadeiro, discreto, daquele choro exagerado e quase teatral, chamado de "chororô". Essa distinção sugere que nem todo choro é autêntico ou eficaz para lidar com a dor.
A letra demonstra empatia pelo sofrimento silencioso, representado por “lágrima a correr pelo cantinho do olhar”, que merece respeito e compreensão. Já o choro barulhento e descontrolado, descrito como “desatino”, pode ser prejudicial, levando ao “afogamento” emocional: “É mágoa, é muita água, a gente pode se afogar”. O uso repetido da palavra “chororô” reforça a crítica ao excesso de lamento, mostrando que transformar a dor em espetáculo pode ser nocivo. A mistura de samba e MPB, junto à interpretação expressiva de Gil, traz leveza ao tema, mantendo o tom descontraído e observador típico do artista, mesmo ao abordar a tristeza.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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