
A Raça Humana
Gilberto Gil
Reflexões sobre existência e dualidade em “A Raça Humana”
Em “A Raça Humana”, Gilberto Gil propõe uma reflexão sobre a brevidade e a complexidade da existência humana. O verso repetido “A raça humana é uma semana do trabalho de deus” destaca como toda a trajetória da humanidade representa apenas um breve episódio diante da imensidão da criação divina. Gil utiliza essa metáfora para mostrar que, apesar de grandiosa, a humanidade é apenas uma pequena parte do tempo e da obra de Deus, ressaltando tanto a efemeridade quanto a importância do ser humano no universo.
A letra explora as contradições da condição humana, como nos versos “A raça humana é a ferida acesa / Uma beleza, uma podridão / O fogo eterno e a morte / A morte e a ressurreição”. Gil evidencia a convivência de opostos: sofrimento e beleza, decadência e esperança, finitude e renovação. O trecho “cristal de lágrima / Da lavra da solidão / Da mina, cujo mapa / Traz na palma da mão” reforça que a humanidade carrega tanto a dor quanto a capacidade de encontrar sentido e direção mesmo na solidão. Ao mencionar “o rosto da saudade / Que traz do gênesis”, o artista faz referência à nostalgia de um estado original de perfeição, relacionando a trajetória humana à busca por reconexão com o divino. Termos como “semana santa” e “divino oásis” reforçam a ligação entre a experiência humana e o sagrado, mostrando que, para Gil, a humanidade vive em constante tensão entre o terreno e o transcendente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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