
Eu Vim da Bahia
Gilberto Gil
Fé, cultura e saudade em “Eu Vim da Bahia” de Gilberto Gil
“Eu Vim da Bahia”, de Gilberto Gil, destaca como a fé e a alegria popular são fundamentais para a resistência diante das dificuldades sociais. Gil faz referências diretas a Iemanjá e ao Senhor do Bonfim, mostrando que, mesmo “onde a gente não tem pra comer”, o povo baiano encontra esperança e força em suas tradições religiosas e culturais. O trecho “Mas de fome não morre / Porque na Bahia tem mãe Iemanjá / De outro lado o Senhor do Bonfim” liga a proteção espiritual dessas entidades à sobrevivência e ao ânimo do povo, ressaltando a importância da religiosidade afro-brasileira e católica na Bahia.
A música também valoriza a capacidade de celebrar a vida em meio às adversidades, citando festas de rua, samba de roda e o canto do mar como símbolos de alegria coletiva. O tom nostálgico aparece na repetição de “Eu vim da Bahia / Mas algum dia eu volto pra lá”, expressando orgulho das origens e o desejo de retorno ao lar. Composta em 1965 e posteriormente revisitada por Gil em homenagem a João Gilberto, a canção se tornou um símbolo da resiliência e da riqueza cultural baiana, celebrando tanto a beleza natural quanto a força espiritual do povo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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