
Extra II, O Rock do Segurança
Gilberto Gil
Identidade e crítica social em “Extra II, O Rock do Segurança”
Em “Extra II, O Rock do Segurança”, Gilberto Gil usa humor e ironia para questionar julgamentos baseados em aparência e status. Logo no início, o personagem se recusa a mostrar o crachá, subvertendo a autoridade do segurança de forma sarcástica. No verso “Sou um escrachado, um extra achado / Num galpão abandonado, nada de crachá”, Gil apresenta alguém que não se encaixa nos padrões convencionais, um “extra” que desafia as regras e se coloca como digno de respeito em seu próprio universo. Essa postura brinca com a ideia de alienação e pertencimento, mostrando como a sociedade impõe barreiras baseadas em rótulos superficiais.
A canção aborda temas sérios como preconceito e desigualdade, mas faz isso com leveza. Quando o personagem diz que sua “aparência de um mero vagabundo é mera coincidência”, Gil ironiza a tendência de julgar as pessoas pela aparência. O personagem transita por diferentes papéis sociais — “um dia rico, um dia pobre, um dia no poder, um dia chanceler, um dia sem comer” —, reforçando que a identidade é fluida e que todos podem ocupar posições variadas na sociedade. O verso final, “se eu quisesse, eu entraria sem você me ver”, sugere que as barreiras impostas por crachás e aparências são ilusórias diante da liberdade e da complexidade do ser humano. O uso do rock, gênero ligado à rebeldia, reforça o tom contestador da música e destaca a criatividade de Gilberto Gil ao tratar de críticas sociais de forma acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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