
Opachorô
Gilberto Gil
Sincretismo e esperança em “Opachorô” de Gilberto Gil
Em “Opachorô”, Gilberto Gil destaca o sincretismo religioso brasileiro ao unir Oxalá, figura central do candomblé associada à criação e à paz, e Santa Clara, santa católica ligada à luz e à clareza. Essa combinação reflete a convivência de diferentes tradições religiosas no Brasil e serve como base para um pedido coletivo de proteção e renovação. Nos versos “Oxalá Deus queira / Oxalá tomara / Haja uma maneira / Deste meu Brasil melhorar”, Gil utiliza o nome do orixá e a expressão popular “oxalá” para reforçar o tom de prece e esperança por dias melhores no país.
A repetição de “Opachorô” funciona como um mantra, invocando bênçãos e energias positivas. O trecho “Nos banhemos de luz / De luz de luz” sugere um ritual de purificação coletiva, enquanto a menção a “Todos os Santos / E da Guanabara” amplia o pedido de proteção, incluindo referências culturais e geográficas importantes, como a Baía de Guanabara, símbolo do Rio de Janeiro. Ao desejar que “as baías possam guardar / Todos os encantos / Tanta coisa rara / Pra enxugar os prantos”, Gilberto Gil expressa a esperança de que a beleza e a riqueza cultural do Brasil possam servir de consolo e inspiração diante das dificuldades. A melodia suave e as palavras escolhidas reforçam o clima de serenidade e otimismo presente na música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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