
Parabolicamará
Gilberto Gil
Tradição e tecnologia em "Parabolicamará" de Gilberto Gil
Em "Parabolicamará", Gilberto Gil reflete sobre as mudanças na percepção do mundo causadas pela tecnologia. A inversão dos versos “antes mundo era pequeno porque Terra era grande” e “hoje mundo é muito grande porque Terra é pequena” mostra como a antena parabólica, símbolo da modernidade, encurta distâncias físicas, mas amplia o acesso à informação e à complexidade das relações. O termo "Parabolicamará" une o avanço tecnológico (parabólica) à valorização das raízes culturais (camará, expressão da capoeira), indicando que, mesmo com a globalização, a identidade local continua essencial.
A letra compara o passado, quando “longe era distante” e as viagens demoravam “uma eternidade” ou “uma encarnação”, com o presente, em que a comunicação ocorre “pela onda luminosa”, de forma instantânea. Apesar da velocidade trazida pela tecnologia, Gil ressalta que certos ritmos permanecem: o “tempo que levava Rosa pra aprumar o balaio” e o tempo ancestral presente “no som da cabaça” e do berimbau, instrumentos ligados à cultura afro-brasileira. Assim, a música celebra a convivência entre tradição e inovação, mostrando que, mesmo com o mundo acelerado, há valores e ritmos que resistem e mantêm viva a conexão com a história e a cultura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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