
Filhos de Gandhi
Gilberto Gil
Resistência e celebração cultural em “Filhos de Gandhi”
“Filhos de Gandhi”, de Gilberto Gil, destaca como o bloco afro vai além do carnaval, tornando-se um símbolo de resistência cultural e religiosa diante das dificuldades enfrentadas pela comunidade. Ao mencionar orixás do candomblé como Omolu, Ogum, Oxum, Oxumaré, Iansã, Iemanjá, Xangô e Oxossi, Gil reforça a forte ligação do Filhos de Gandhy com as tradições afro-brasileiras e o respeito às raízes africanas presentes na cultura baiana. Essa referência aos orixás não só busca proteção e bênçãos, mas também convoca toda a comunidade, espiritual e terrena, para participar da festa, simbolizando união e coletividade.
O verso repetido “Manda descer pra ver Filhos de Gandhi” funciona como um chamado para que todos – incluindo entidades sagradas, figuras históricas como o “Mercador, Cavaleiro de Bagdá” e o “Senhor do Bonfim” (em referência ao sincretismo religioso baiano) – se juntem à celebração. Composta em um momento delicado para o bloco, a música assume o papel de instrumento de revitalização e orgulho identitário. O uso do ritmo ijexá, típico dos afoxés, cria uma atmosfera festiva que convida à participação coletiva, ao mesmo tempo em que homenageia a luta pela paz e pela preservação das tradições afro-brasileiras, inspiradas em Mahatma Gandhi. Assim, a canção transforma o carnaval em um espaço de afirmação, união e resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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