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Logunedé

Gilberto Gil

Dualidade e ancestralidade em “Logunedé” de Gilberto Gil

Em “Logunedé”, Gilberto Gil explora a dualidade do orixá Logunedé, filho de Oxóssi e Oxum, figuras centrais das religiões afro-brasileiras. A música destaca, de forma delicada, como Logunedé reúne em si características herdadas dos pais: a astúcia do caçador, vinda de Oxóssi, e a doçura e beleza de Oxum, deusa das águas doces. Isso fica claro nos versos “Filho de Oxum, Logunedé / Mimo de Oxum, Logunedé”, que reforçam a ligação afetiva e protetora com a mãe, ressaltando a ternura e o cuidado presentes na relação entre eles.

A canção também evidencia a fusão dessas qualidades ao citar “Astúcia de caçador / Paciência de pescador”, conectando Logunedé tanto à habilidade de caçar quanto à serenidade para pescar. O trecho “Logunedé é depois / Que Oxossi encontra a mulher / Que a mulher decide ser / A mãe de todo prazer” sugere o nascimento do orixá como resultado da união entre terra e água, simbolizando harmonia e prazer. Ao celebrar Logunedé, Gilberto Gil valoriza a riqueza espiritual e a diversidade das tradições afro-brasileiras, transmitindo respeito e orgulho pelas raízes culturais presentes na música.

Composição: Gilberto Gil. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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