
Quilombo, o Eldorado Negro
Gilberto Gil
Quilombo, o Eldorado Negro: resistência e esperança afro-brasileira
"Quilombo, o Eldorado Negro", de Gilberto Gil, apresenta os quilombos como verdadeiros refúgios de liberdade e dignidade para os negros escravizados no Brasil. Ao usar a expressão "eldorado negro", Gil e Waly Salomão associam a busca dos quilombolas à lenda da cidade de ouro, simbolizando o sonho coletivo de um lugar utópico onde justiça e igualdade são possíveis. A menção a "Olorum", divindade suprema das religiões de matriz africana, reforça a ligação espiritual dos quilombolas com suas raízes, mostrando que a luta pela liberdade era também sustentada por uma fé ancestral.
A repetição da palavra "Quilombo" ao longo da música destaca a importância histórica e simbólica desses espaços, além de expressar o desejo de que sua memória siga inspirando as gerações atuais. Imagens como "pavão de tantas cores" e "carnaval do sonho meu" celebram a diversidade e a riqueza cultural afro-brasileira, transformando a resistência em motivo de orgulho. Ao afirmar que o quilombo "viveu, lutou, tombou, morreu, de novo ressurgiu", a letra evidencia a resiliência dos quilombolas diante da opressão, sugerindo que o espírito de luta e esperança permanece vivo. Assim, a canção é uma homenagem à história dos quilombos e um convite à valorização dessa herança de resistência e liberdade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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