
Átimo de Pó
Gilberto Gil
A conexão cósmica e existencial em “Átimo de Pó”
Em “Átimo de Pó”, Gilberto Gil une termos científicos como “quark”, “DNA” e “magnéton” a conceitos grandiosos como “Deus”, “Via-Láctea” e “galáxia”, criando um diálogo entre o infinitamente pequeno e o imensuravelmente grande. Essa escolha não é apenas estética: Gil e Carlos Rennó, coautor da letra, buscam mostrar como o ser humano, mesmo sendo um “átimo de pó” — ou seja, um instante mínimo e uma partícula ínfima —, está profundamente ligado ao universo. O título reforça essa ideia, sugerindo que cada pessoa é, ao mesmo tempo, minúscula e essencial dentro do todo cósmico.
A letra destaca a interconexão e a continuidade entre tudo o que existe, como nos versos “Eu, um cosmos em mim só / Um átimo de pó”, indicando que cada indivíduo carrega em si a complexidade do universo. Ao citar pares como “do yang ao yin” e “do espaço até o spin”, Gil faz referência à dualidade e ao equilíbrio presentes em todas as coisas, do espiritual ao físico, do macro ao micro. O verso “Eu e o nada, nada não / O vasto, vasto vão” sugere que o vazio do universo é, na verdade, cheio de possibilidades e significados. Lançada no álbum “Quanta”, reconhecido internacionalmente, a música reforça a reflexão sobre a posição do ser humano no cosmos e a beleza de perceber-se parte de um todo maior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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