
Copo Vazio (part. Chico Buarque)
Gilberto Gil
Dualidade e esperança em “Copo Vazio (part. Chico Buarque)”
Em “Copo Vazio (part. Chico Buarque)”, Gilberto Gil utiliza a imagem do copo aparentemente vazio, mas cheio de ar, para discutir a relação entre ausência e presença. Inspirado por um copo sobre a mesa, Gil transforma essa cena cotidiana em uma reflexão sobre dualidades, especialmente significativa durante a ditadura militar, quando a censura impunha um sentimento de vazio na expressão artística. A música sugere que o que parece falta pode, na verdade, estar preenchido de outras formas, como dor, esperança ou até mesmo resistência.
A letra destaca essas dualidades em versos como: “Uma metade cheia, uma metade vazia / Uma metade tristeza, uma metade alegria”. O copo vazio, que poderia simbolizar tristeza ou carência, também está “cheio de ar”, mostrando que sempre há algo presente, mesmo na ausência. O ciclo entre vinho, dor e verdade – “o ar no copo ocupa o lugar do vinho / que o vinho busca ocupar o lugar da dor / que a dor ocupa metade da verdade” – revela como sentimentos e estados se alternam e se completam. No fim, a canção propõe que verdade e amor só se manifestam plenamente quando se aceita a coexistência dessas metades, transmitindo uma mensagem de esperança silenciosa mesmo em tempos difíceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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