
O Jornal
Gilberto Gil
Ambiguidade e crítica à imprensa em “O Jornal” de Gilberto Gil
Em “O Jornal”, Gilberto Gil aborda de maneira clara a dualidade do papel da imprensa na sociedade. Logo no início, ao dizer “um jornal é tão bonito” e, em seguida, mostrar que nele cabe “coisa fútil, coisa séria / Todo escrever vagabundo”, Gil destaca a contradição entre a imagem de seriedade dos jornais e a variedade de conteúdos que eles apresentam. A música evidencia que o jornal pode tanto informar quanto manipular, dependendo dos interesses de quem o produz, e essa ambiguidade é central para a reflexão proposta por Gil.
A letra também detalha a complexidade do processo de produção da notícia, citando diferentes papéis e intenções: “Um que dita, um que escreve / Um que confessa, um que mente / Um que manda, um que obedece”. Esses versos mostram que o jornal é resultado de múltiplas perspectivas e valores, incluindo desvios éticos, como em “Um que recebe propina / Um que continua honesto”. O trecho “Não importa a má notícia / Mas vale a boa versão / Na nota um toque de astúcia / E faça-se a opinião” ressalta o poder da mídia de influenciar a opinião pública, muitas vezes priorizando versões convenientes em vez da verdade. Ao afirmar que “um jornal é igual ao mundo”, Gilberto Gil conclui que a imprensa reflete as contradições e complexidades da sociedade, funcionando como um espelho de suas virtudes e falhas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gilberto Gil e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: