
Sampa
Gilberto Gil
Contrastes e identidade paulistana em “Sampa” de Gilberto Gil
Em “Sampa”, Gilberto Gil retrata São Paulo como uma cidade marcada por contrastes, onde a beleza e a dureza convivem. A referência ao cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, logo no início da música, vai além de um ponto geográfico: simboliza o momento em que o artista sente o impacto da cidade e passa por uma transformação interna. A menção à "dura poesia concreta de tuas esquinas" mostra como a cidade pode ser, ao mesmo tempo, inspiradora e desafiadora.
A letra aborda o estranhamento inicial diante de São Paulo, como no verso “quando eu te encarei de frente a frente e não vi o meu rosto”, que expressa a dificuldade de se reconhecer em um ambiente tão diverso. O trecho “Narciso acha feio o que não é espelho” reforça a tendência de rejeitar o que é diferente, mas também sugere a importância de se abrir ao novo. Gil também destaca o impacto do desenvolvimento econômico, como em “da força da grana que ergue e destrói coisas belas”, e a poluição urbana em “a feia fumaça que sobe apagando as estrelas”. Ao citar “Panaméricas de Áfricas utópicas, túmulo do samba, mais possível novo Quilombo de Zumbi”, a música reconhece a diversidade cultural, a história de resistência e a capacidade de reinvenção da cidade. A menção a Rita Lee como “a tua mais completa tradução” reforça a ideia de que São Paulo é um espaço de criatividade e contradições, sintetizadas na figura da artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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