
São João, Xangô Menino
Gilberto Gil
Sincretismo e celebração cultural em “São João, Xangô Menino”
“São João, Xangô Menino”, de Gilberto Gil, destaca o sincretismo religioso brasileiro ao unir a figura de São João Batista, tradicional nas festas juninas, com Xangô, orixá do candomblé. Gil e Caetano Veloso utilizam a imagem do “menino da fogueira de São João” para mostrar como elementos católicos e afro-brasileiros se misturam nas celebrações populares, especialmente no Nordeste. A música ressalta a convivência harmoniosa entre diferentes crenças, evidenciada na festa de São João, onde símbolos como a fogueira, o milho verde e os fogos de artifício reforçam a ligação com a terra, a colheita e o clima festivo. Versos como “Céu de estrela sem destino / De beleza sem razão” criam uma atmosfera mágica e contemplativa, típica das noites de junho.
Além do aspecto religioso, a canção homenageia a música popular brasileira e a geração de artistas que renovaram a cultura nos anos 1970. Gil cita álbuns como “Refazenda”, “Qualquer Coisa”, “Gal Canta Caymmi” e “Pássaro Proibido”, além de mencionar Dominguinhos, conectando a festa de São João à criatividade musical da época. Ao repetir “Viva São João” junto dessas referências, Gil celebra tanto a tradição quanto a produção artística, ambas expressões da identidade brasileira. O tom leve e acolhedor da música transmite alegria, pertencimento e respeito às raízes culturais, tornando “São João, Xangô Menino” um verdadeiro hino à diversidade e à riqueza das tradições do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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