
Um Sonho
Gilberto Gil
Crítica ao progresso materialista em “Um Sonho” de Gilberto Gil
Em “Um Sonho”, Gilberto Gil utiliza a figura de um protagonista que defende de forma exagerada o trabalho incessante, o progresso econômico e a tecnologia, enquanto despreza o lazer, a cultura e a poesia. Essa postura é apresentada de maneira irônica e caricata, deixando claro o tom crítico da música em relação à visão puramente pragmática de desenvolvimento. Gil constrói a narrativa para mostrar como o materialismo extremo pode ser vazio e desumanizador.
O ponto de virada ocorre com a entrada de um velho que assovia uma melodia indefinida – “um prelúdio bachiano, um frevo pernambucano, um choro do Pixinguinha”. Essa figura representa a força do sensível, do artístico e do ancestral, que se sobrepõe ao discurso frio da razão. Quando todos abandonam o salão, deixando o protagonista sozinho e nu, a cena simboliza a perda de sentido ao ignorar a dimensão humana, cultural e espiritual da vida. O final, com estudantes e operários celebrando o “índio do Xingu”, reforça a valorização das raízes, da diversidade e da resistência cultural. Esse trecho ganha ainda mais significado por “Um Sonho” ter sido escolhida como hino do encontro Xingu+23, em defesa dos povos indígenas e do meio ambiente. Assim, a canção propõe uma reflexão irônica sobre os limites do progresso materialista e destaca a importância de um olhar mais sensível e amplo para o verdadeiro avanço de um país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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