
Um Trem Para as Estrelas
Gilberto Gil
Esperança e crítica social em “Um Trem Para as Estrelas”
“Um Trem Para as Estrelas”, de Gilberto Gil, retrata a luta do trabalhador brasileiro por uma vida melhor, especialmente no período pós-ditadura. O verso “Num trem pras estrelas / Depois dos navios negreiros / Outras correntezas” usa a imagem do trem como símbolo de esperança e ascensão social, enquanto a referência aos “navios negreiros” conecta o sofrimento atual à herança da escravidão. Gil mostra que, mesmo após séculos, o povo brasileiro ainda enfrenta novas formas de opressão e dificuldades, evidenciadas no cotidiano de filas, salários baixos e na luta constante pela sobrevivência.
A música também faz uma crítica direta à ineficácia das instituições religiosas e sociais. No trecho “Estranho, teu Cristo, Rio / Que olha tão longe, além / Tem os braços sempre abertos / Mas sem proteger ninguém”, o Cristo Redentor, símbolo de acolhimento, é questionado por não oferecer proteção real à população. O tom irônico aparece quando o narrador diz que vai “forrar as paredes do meu quarto de miséria com manchetes de jornal / pra ver que não é nada sério”, mostrando como o sofrimento coletivo é banalizado. Ao final, Gil sugere que a tristeza ensinada como salvação serve apenas para resignar as pessoas diante das injustiças, reforçando o caráter crítico e reflexivo da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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