
Vou-me Embora Pra Pasárgada
Gilberto Gil
Utopia e liberdade em “Vou-me Embora Pra Pasárgada” de Gilberto Gil
Em “Vou-me Embora Pra Pasárgada”, Gilberto Gil transforma a cidade persa de Pasárgada em um símbolo de utopia pessoal e refúgio diante das limitações da vida real. A escolha desse destino não é por acaso: na canção, Pasárgada representa um lugar onde todas as frustrações e opressões do cotidiano desaparecem. O desejo de “ser amigo do rei” e “ter a mulher que eu quero / Na cama que escolherei” expressa a busca por liberdade, prazer e autonomia, além da vontade de romper com as regras sociais que restringem o indivíduo.
A música adota um tom sonhador e escapista, reforçado pela menção a prazeres simples e infantis, como “andar de bicicleta”, “montar em burro brabo” e “tomar banhos de mar”. Esses elementos evocam nostalgia e o desejo de experiências livres de preocupações. Pasárgada é apresentada como um lugar onde até a tristeza extrema pode ser superada, como nos versos “E quando eu estiver mais triste / Mas triste de não ter jeito / Quando de noite me der / Vontade de me matar / - Lá sou amigo do rei -”. Aqui, a utopia se torna também um espaço de salvação emocional. Ao musicar o poema de Manuel Bandeira, Gil preserva a riqueza de imagens e o sentimento de evasão, além de sugerir liberdade total ao mencionar “um processo seguro / De impedir a concepção” e “prostitutas bonitas”. Assim, a canção se afirma como um convite ao direito de sonhar com um mundo melhor, onde cada um pode ser plenamente feliz e dono do próprio destino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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