
Geléia Geral
Gilberto Gil
Mistura cultural e crítica social em “Geléia Geral” de Gilberto Gil
O título “Geléia Geral” já indica a proposta central da música de Gilberto Gil: destacar a mistura caótica e criativa que define a cultura brasileira. A expressão, criada por Décio Pignatari e popularizada por Torquato Neto, resume o espírito do movimento tropicalista, que buscava unir influências variadas — do samba ao pop internacional, do folclore ao moderno — sem perder a essência nacional. Isso aparece nos versos que misturam referências como “um LP de Sinatra”, “doce mulata malvada”, “maracujá, mês de abril” e “santo barroco baiano”, mostrando como elementos diferentes convivem e se complementam no cotidiano do Brasil.
A letra também faz críticas à passividade diante das mudanças sociais, como em “E quem não dança não fala / Assiste a tudo e se cala”, sugerindo que é preciso participar ativamente da cultura para não ser apenas espectador. O refrão “Ê, bumba-yê-yê-boi / Ano que vem, mês que foi / É a mesma dança, meu boi” reforça a ideia de repetição cíclica das tradições, ao mesmo tempo em que ironiza a dificuldade de mudanças reais. Lançada durante a ditadura militar, a música traz uma celebração da diversidade como forma de resistência e afirmação de identidade. Assim, “Geléia Geral” se consolida como um manifesto tropicalista, defendendo a pluralidade e a criatividade como marcas fundamentais do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gilberto Gil e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: