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Minha nega na janela

Gilberto Gil

Racismo e violência em “Minha nega na janela” de Gilberto Gil

“Minha nega na janela”, interpretada por Gilberto Gil, resgata o samba paulistano dos anos 1950, trazendo à tona elementos do cotidiano popular daquela época. A letra utiliza uma linguagem coloquial e retrata cenas comuns das periferias, como a companheira do protagonista “tirando linha” na janela, ou seja, costurando ou bordando. No entanto, a música também expõe expressões e atitudes que hoje são amplamente reconhecidas como racistas e misóginas. O verso “êta nega tu é feia que parece macaquinha” recorre a um estereótipo racial ofensivo, enquanto “dei um murro nela e joguei ela dentro da pia” explicita uma violência física contra a mulher. Esses trechos refletem valores e comportamentos de uma época em que tais expressões eram naturalizadas na música popular, mas que atualmente são alvo de críticas e debates sobre a perpetuação de preconceitos e violência nas artes.

A narrativa mostra o personagem principal lidando com ameaças externas ao seu barracão e, ao mesmo tempo, exercendo autoridade e agressividade sobre sua companheira. A regravação feita por Gilberto Gil mantém a letra original, o que gera discussões sobre o papel do artista ao revisitar obras com conteúdos problemáticos. No contexto atual, em que há maior consciência sobre questões raciais e de gênero, a canção provoca reflexões sobre como lidar com o legado cultural de músicas que reproduzem preconceitos e violência.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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