
Baile Dos Cabeludos
Gildo de Freitas
Choque de gerações e humor em “Baile Dos Cabeludos”
“Baile Dos Cabeludos”, de Gildo de Freitas, usa o humor para retratar o choque entre os tradicionalistas gaúchos e a juventude dos anos 60, marcada pelo visual cabeludo e influências do movimento hippie. A música narra, de forma cômica, um baile em que os jovens cabeludos são barrados por "dançar grosso" — uma expressão regional que, nesse contexto, significa agir de maneira rude ou fora dos padrões do evento. Esse detalhe já aponta para a crítica bem-humorada à rigidez dos costumes tradicionais diante das mudanças culturais da época.
A história se transforma em uma verdadeira confusão: após serem expulsos, a situação vira uma briga generalizada, com cadeiras voando e os cabeludos fugindo "igual ovelha em rebanho". Expressões como "cada burduada que dava levantava as cabeleira" reforçam o tom de sátira, destacando as diferenças visuais e comportamentais entre os grupos. A música ainda faz referências internas ao universo regionalista, como o grito "Pedro para, para Pedro", que remete à canção de José Mendes, e a piada sobre Teixeira confundir um cabeludo com Mary Terezinha, ironizando o visual andrógino dos jovens. No final, Gildo de Freitas tira sarro tanto dos cabeludos quanto dos tradicionalistas, mostrando que todos podem se sentir deslocados quando enfrentam o novo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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