
Figueira amiga
Gildo de Freitas
Memória e saudade em "Figueira amiga" de Gildo de Freitas
"Figueira amiga", de Gildo de Freitas, aborda de forma clara o impacto da urbanização sobre as tradições e memórias do interior gaúcho. A letra destaca como o crescimento das cidades apaga laços afetivos e transforma espaços de convivência. Gildo cita as ferrarias de Carlo e Zéca Paiva, que deram lugar a moradias, mostrando que o progresso não traz apenas mudanças físicas, mas também o desaparecimento de personagens e costumes marcantes da vida comunitária. A figueira, antes ponto de encontro para churrascos e música, passa a simbolizar resistência e saudade em meio à cidade que avança ao seu redor.
O tom nostálgico se intensifica nas lembranças de "tropas e tropas pelo Passo da Mangueira" e das festas sob a sombra da árvore, remetendo a um passado rural e coletivo. Ao afirmar que a figueira está "distante da natureza" e expressar o desejo de levá-la de volta ao campo, Gildo revela não só saudade, mas também uma crítica à modernização que afasta as pessoas de suas raízes. O verso "a evolução por vaidade transformou tudo em cidade" resume essa crítica, sugerindo que o desenvolvimento urbano, apesar de inevitável, cobra o preço da perda de identidade e convivência. Assim, a canção se torna um tributo à memória e à tradição, valorizando o que foi deixado para trás em nome do progresso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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