
Resposta da Adaga de Ésse
Gildo de Freitas
Provocação e ironia em "Resposta da Adaga de Ésse" de Gildo de Freitas
Em "Resposta da Adaga de Ésse", Gildo de Freitas adota um tom sarcástico e provocador para responder à música "Adaga de Ésse" de Teixeirinha, transformando a canção em um verdadeiro duelo verbal, típico das disputas poéticas do sul do Brasil. Gildo utiliza versos como “Qualquer lata enferrujada / Se enche de pedregulho / Se solta ladeira abaixo / Ela também faz barulho” para ironizar o adversário, sugerindo que o barulho feito por ele não tem valor ou substância. Ao chamar Teixeirinha de “nanico” e questionar sua coragem, Gildo reforça a tradição das "peleias" gaúchas, onde a criatividade e a sagacidade nos versos são armas importantes.
A música também aborda temas como autenticidade e humildade. Gildo se apresenta como “o cantor da pobreza” e rejeita o orgulho, em contraste com o que ele enxerga como arrogância e falsidade do rival. O verso “Tu diz que faz, mas não faz / Tu diz que tem, mas não tem” evidencia a acusação de que o oponente apenas finge ser valente e importante. O tom irônico aumenta quando Gildo afirma que o adversário só serve para animar circos e que até as crianças zombam dele, reforçando a ideia de que sua fama é vazia. No final, a metáfora do gato atravessando o banhado e encontrando Gildo do outro lado simboliza que, por mais que o rival tente escapar, não conseguirá evitar o confronto e será superado pela astúcia do desafiante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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