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A Casa 367

Gilvandro Filho

Letra

    Domingo cedo
    E a canção já invadia
    Toda a casa, que alegria
    Recomeço da paixão
    Terraço em festa
    Muita gente, algazarra
    Aviso de muita farra
    Na casa do coração

    Chá preto quente
    Na manteiga, um pão novinho
    No quintal, um passarinho
    Festejando o amanhecer
    Velha cadeira
    De balanço, de palhinha
    A imagem que é só minha
    Que me permitiu viver

    Dia de chuva
    Tendo o céu como chuveiro
    Ainda hoje eu sinto o cheiro
    De terra molhada e flor
    Lá no telhado
    Comer manga madurinha
    Ler um livro e à tardinha
    Se embriagar de amor

    De pés descalçados
    Futebol no meio da rua
    Pé de coco, telha nua
    Fruta-pão tirado ao pé
    Vizinha, a praça
    Namorar quando noitinha
    Eu pensei que ela era minha
    E hoje o tempo diz: Não é!

    Faz tantos anos
    Era bege e era linda
    Fecho os olhos, vejo ainda
    A imagem que guardei
    Se Deus quisesse
    E se o meu dinheiro desse
    Ela seria como antes
    Quando um dia ali fui rei

    A velha casa
    Foi comprada e demolida
    Outra lá foi construída
    Nada a ver, nada restou
    Ficou somente
    Dos meus sonhos de pivete
    A casa três-meia-sete
    Que nunca mais me deixou


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