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Letra

    Sou que nem água de sanga
    Trazida pela enxurrada
    Depois da chuva passada
    Desaparece perdida
    Que nem estrada comprida
    Quando ausência sem chegada

    Resta aragem tarde fria
    Só no calor do amargo
    Fico a escutar fantasmas
    Que há muito tempo esquecia

    O vento é feito de ausências
    Quando sopra das taperas
    Amortalhando quimeras
    Espalhadas na querência

    Eu desconheço distância
    Maior que a transformação
    Quando conserva a ilusão de um tempo que já apagado
    Busca um presente passado na velha recordação

    Me agrada o rancho solito
    Sem alaridos por perto
    Plantado num céu aberto
    Junto ao capão de eucalipto

    Gastei as léguas de moço
    Em sonos que não vingaram
    E só fiquei na distância
    Dos rastros que se apagaram


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