
Canto Pra Oxumarê
Gloria Bomfim
Dualidade e ancestralidade em “Canto Pra Oxumarê” de Gloria Bomfim
“Canto Pra Oxumarê”, interpretada por Gloria Bomfim, destaca a dualidade e o poder de transformação de Oxumarê, orixá do arco-íris e da serpente sagrada no candomblé. A letra enfatiza a natureza andrógina de Oxumarê ao afirmar: “É o macho, é a fêmea, é homem-mulher”, mostrando como o orixá ultrapassa as divisões tradicionais de gênero e simboliza a união dos opostos. Essa fluidez é central na mitologia de Oxumarê, que representa renovação e o ciclo contínuo da vida. O convite à dança e à celebração coletiva, presente em versos como “Vem, que o Orixá já chegou / Vem conhecer seu balé”, reforça a ideia de participação e integração na cultura afro-brasileira.
A música traz referências diretas à simbologia de Oxumarê, como “a cobra Angorô” e “a coroa de Dan”, elementos que remetem à ligação entre céu e terra e à realeza espiritual do orixá. Termos como “Arrobobô”, saudação tradicional a Oxumarê, além das menções ao “tridente de ferro” e ao “Ifá de Oluô”, demonstram respeito à tradição do candomblé e à ancestralidade dos orixás. A atmosfera festiva, marcada pela repetição de versos e refrões, cria um ambiente de exaltação e celebração coletiva, convidando todos a vivenciar a força e a espiritualidade presentes na cultura afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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