
Piloto Automático
GNR
Reflexão sobre alienação e fuga em "Piloto Automático"
Em "Piloto Automático", do GNR, a repetição de bebidas alcoólicas na letra vai além de uma simples lista: ela representa o automatismo e a alienação causados pelo consumo excessivo de álcool. O título da música e o verso “Ligo o piloto automático / No programa esquecer” mostram que o personagem se entrega à bebida para desligar-se da própria consciência, buscando anestesiar sentimentos ou escapar de uma realidade difícil. Esse comportamento reflete o clima de escapismo e busca por liberdade que marcou os anos 80 em Portugal.
A letra usa ironia e um tom informal para abordar temas sérios, como o abuso de álcool e suas consequências físicas e emocionais. Quando diz “Rezo a baco uma oração”, há uma referência direta ao deus romano do vinho, sugerindo uma devoção quase religiosa ao ato de beber. Já o verso “Sinto o fígado a explodir” evidencia o impacto físico desse hábito. A expressão “monstro dentro de mim / Que eu procuro envenenar” funciona como metáfora para angústias internas ou problemas pessoais que o personagem tenta silenciar com a bebida. O refrão, ao repetir a ideia de dissolução “num luar / Até ao amanhecer”, reforça a busca por esquecimento e prazer momentâneo, mesmo que isso leve à perda de controle e a agir no modo automático, sem pensar nas consequências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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