
Bellevue
GNR
Isolamento e mistério em “Bellevue” da banda GNR
Em “Bellevue”, da banda GNR, o local que dá nome à música funciona como um esconderijo, simbolizando o desejo de isolamento e fuga do personagem central. A letra sugere que ele busca refúgio em um lugar afastado, tentando escapar de algo sombrio ou até de si mesmo. Esse clima de mistério é reforçado por imagens como “fundido na bruma no nevoeiro sem fim” e por ações furtivas, como “salto o muro, cuidado com o cão” e “salto a janela com muita atenção”. Essas cenas remetem diretamente ao suspense dos filmes noir, referência explícita na letra e também no contexto do álbum “Psicopátria”.
A música explora a fronteira entre realidade e encenação, especialmente quando afirma: “era só para brincar ao cinema negro / os corpos no lago eram de gente no desemprego”. Aqui, a letra faz uma crítica à alienação social e à indiferença diante do sofrimento dos outros, usando a ideia de “brincar ao cinema negro” como desculpa para atitudes graves. Elementos como “anéis de brilhantes de fancaria” e a cama de dossel onde “onde era sangue é só solidão” reforçam a sensação de que tudo não passa de uma simulação, uma encenação de crimes e tragédias que, no fundo, revelam apenas solidão e desconfiança. O tom irônico e sombrio da música, junto à atmosfera de mistério, transforma “Bellevue” em uma reflexão sobre isolamento, culpa e a dificuldade de separar o jogo da realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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