
Cais
GNR
Crítica social e ironia em "Cais" da GNR
A música "Cais" da GNR utiliza imagens do universo marítimo para refletir, de forma irônica, sobre desafios e contradições presentes tanto na vida pessoal quanto na sociedade. Ao mencionar figuras como Netuno e sereias sensuais em “Oh! Neptuno e as tuas sereias sensuais / E vendes o cais”, a banda critica a idealização do mar como símbolo de liberdade e aventura, ao mesmo tempo em que aponta para a comercialização e a perda de autenticidade desses ideais. A referência a Netuno, deus dos mares, reforça a ideia de forças maiores e incontroláveis, enquanto a venda do cais representa a entrega de um porto seguro diante das adversidades.
A letra também aborda questões ambientais e sociais, como em “Quando a maré negra chegar / E não houver ninguém pro crude limpar”, trazendo à tona desastres ecológicos e a falta de responsabilidade coletiva. O trecho “Se o mercado impera e somos / Todos iguais / Muito cuidado quando escorregas / Sempre cais” usa o cais como metáfora para os riscos do sistema econômico, sugerindo que todos estão sujeitos a quedas e fracassos sob a lógica do mercado. O tom irônico se intensifica ao questionar se ainda existe algo autêntico, como em “Então é ver no cinema se ainda há / Lodo no cais”, indicando que até mesmo o passado pode ter sido substituído por versões artificiais. Assim, "Cais" propõe uma reflexão sobre a perda de referências, a fragilidade das seguranças e a necessidade de cautela em um mundo em constante mudança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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