
Efectivamente
GNR
Ironia e crítica social em “Efectivamente” da GNR
“Efectivamente”, da GNR, utiliza a ironia para comentar o cotidiano e as relações sociais. A letra apresenta um narrador que, à primeira vista, parece neutro e até encantado com elementos simples como “o campo, as árvores e as flores”. No entanto, rapidamente revela seu tom sarcástico ao citar preferências inusitadas, como “as pulgas dos cães” e “o riso das crianças dos outros”, deixando claro que não há admiração genuína, mas sim deboche.
A música segue explorando esse olhar irônico ao mencionar personagens como “pêgas e pedrastas” e “ratos de esgoto”, tipos sociais vistos com desconfiança ou desprezo. O narrador afirma: “Finjo nem reparar / Na atitude tão clara e tão óbvia / De quem anda a engan(t)ar”, mostrando um falso desinteresse diante de comportamentos criticáveis. O refrão reforça essa postura de observador distante, que escuta “conversas importantes ou ambíguas” e aprecia “aparência imponente ou inequívoca”, sempre “aparentemente sem moralizar”.
O uso repetido de palavras como “efectivamente” e “aparentemente” destaca a crítica à hipocrisia social, sugerindo que, apesar da fachada de neutralidade, há um olhar atento e julgador. Assim, “Efectivamente” constrói um retrato sarcástico da sociedade, onde todos fingem não perceber o que acontece, mas estão sempre atentos ao comportamento alheio.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de GNR e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: