
Brasília Periferia
Gog
Retrato social e resistência em "Brasília Periferia" de Gog
Em "Brasília Periferia", Gog constrói um retrato coletivo da exclusão social ao listar bairros e situações do cotidiano das periferias do Distrito Federal. Ao citar nominalmente dezenas de localidades, o rapper não apenas mapeia a desigualdade geográfica, mas também humaniza esses espaços, mostrando que por trás dos números existem pessoas com histórias, sonhos e lutas. O verso “periferia é periferia em qualquer lugar” resume a ideia de que a marginalização é uma realidade comum em diferentes cidades brasileiras, conceito que mais tarde foi reconhecido e ampliado por outros artistas, como os Racionais MC's.
O contexto social e histórico é central para a música. Gog, vindo da própria periferia, usa sua experiência para denunciar a violência, o abandono do poder público, a precariedade dos serviços e a criminalização dos moradores, como nos versos “Mão ao alto é um assalto / Ninguém é recebido assim / Na vila planalto no jardim planalto”. Ao mesmo tempo, ele valoriza a solidariedade e as iniciativas comunitárias, destacando projetos de alfabetização, lazer e cultura que surgem como resposta à ausência do Estado. A crítica à elite e à mídia, presente em “Eu vi ali a rede globo através de aliados imundos / Só faltava tela cid moreira e chapelen ao fundo”, reforça o sentimento de invisibilidade e estigmatização vivido por quem mora nas periferias. Assim, a música se torna tanto um grito de denúncia quanto um manifesto de identidade e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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