
Poente da Vida
Goiá
Reflexão sobre saudade e tempo em "Poente da Vida" de Goiá
Em "Poente da Vida", Goiá opta por um português mais formal, afastando-se do caipirismo típico da música sertaneja. Essa escolha amplia o alcance da canção, tornando os sentimentos de saudade e nostalgia do interior compreensíveis para qualquer pessoa, independentemente de sua origem. O ponto central da música é a percepção tardia do personagem de que a verdadeira felicidade estava na simplicidade e nos laços afetivos do sertão, e não nas ilusões buscadas fora de sua terra. Isso fica claro no trecho: “Só muito tarde entendeu / Que a sua felicidade / Era viver de saudade / Do seu amado sertão”, onde a saudade se transforma em um elo vital com as raízes, e não apenas em sofrimento.
A letra traz imagens marcantes da natureza e da infância, como em “As matas, campos e lagos / Encantos de uma terra” e “O astro rei majestoso / Pela manhã colorida / Pintando o quadro da vida / Na tela do infinito”. Esses versos reforçam o contraste entre a vida simples do campo e a solidão da cidade. O tom nostálgico cresce à medida que o narrador revela ser ele mesmo o “caboclo” que trocou a felicidade rural pela vaidade urbana e, já envelhecido, só pode sonhar com a terra natal que não poderá mais rever. Goiá aborda a passagem do tempo e a impossibilidade do retorno, transformando a saudade em um sentimento agridoce, que valoriza e preserva a memória do interior brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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